sexta-feira, 20 de março de 2009

Plenitude

Tentando cumprir o que havia prometido, aqui estou eu.
Dessa vez decepcionada comigo mesma, inquieta e arrependida. Briguei com o Atendimento.
Briguei assim, com razão mais ao mesmo tempo sabendo que eu poderia ter tentado me conter mais.
Eu sou uma pessoa exigente, me cobro, me cobro tanto que esqueço que não posso cobrar dos outros.
Eu busco plenitude, plenitude essa que creio que jamais vou alcançar.
É uma busca contínua, estressante da qual perco a linha, perco a cabeça.
Eu quero ser boa o suficiente naquilo que gosto, mas quando eu vejo erros, ah quando eu vejo erros...
Pequenas falhas se transformam em caos, um nó na garganta difícil de segurar, e quando vejo eu já cuspi.
Eu busco plenitude, a desejo, mas ela não deseja a mim.
Essa semana foi difícil, comecei e terminei nada bem.
Dei conta do serviço, como sempre dou, mas me magoei e magoei pessoas que eu gosto.
Me sinto cobrada, mas não posso cobrar.
Reconhecimento é palavra que não existiu essa semana, não de quem eu desejava.
Eu quero ser boa o suficiente, eu quero surpreender.
Essa será tarefa para a próxima semana.
Não quero mais me abalar. Eu quero plenitude, palavrinha exigente mas gratificante.




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Aniversário?

É, aniversário. Vinte e dois anos bem vividos, de forma estranha e bem analisada.
Sempre tive dessa de observar tudo e todos.
Quando eu era nova eu queria fazer psicologia só pra me entender, me achava realmente muito estranha, e as pessoas tambem não ficavam pra trás.
Talvez eu fosse a menina mais zoada da escola e também a mais antiga, a mais problemática e aquela que ia parar mais vezes na coordenação.
Não me arrependo.
Talvez eu fosse até a mais feia, talvez não, isso era fato.
Sabe que gosto de lembrar de como eu era adolescente?
Perceber e rir horrores como eu fazia drama com coisas tão bobas, quer dizer, bobas hoje em dia.
Ah se o menino do 2° ano não gostasse de mim, ou então se aquele menino feio da sala gostasse de mim, credo em cruz.
Indecisa nunca fui, insegura talvez e meio doidinha com certeza.
Minha personalidade é formada por lembranças estranhas e inspirações mais interessantes ainda. Tudo têm motivo, tudo têm explicação, enfim, me gusta Freud.
Parabéns pra mim, envelhecer é bom.